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Audiência Pública com o tema: “Autismo: Conhecer para acolher”

Atualizado: 30 de Mai de 2019

A Audiência Pública que aconteceu ontem (16/05) no Plenário da Câmara Municipal de Ipatinga, com o tema: “Autismo: Conhecer para acolher”, registrou um marco importante no histórico de eventos dessa Casa Legislativa.

Vereador Avelino Cruz

Assim, a comunidade representada por pais de autistas, educadores, profissionais da área de saúde e alunos universitários tiveram a oportunidade de aprofundar no tema e em suas complexas dimensões.

Se por um lado a iniciativa desta audiência abriu horizontes para novas perspectivas no universo autista - como bem pontuou a secretária Adjunta da Saúde, Érika Dias Souza Lopes, por outro, vê-se claramente que existe uma fragilidade nas estruturas existentes no nosso município, sobretudo no setor educacional e da saúde.

Se pudéssemos resumir o que foi a noite de ontem, poderíamos fazê-lo com esta frase do Vereador Avelino Cruz: “A presença de um filho autista em nossa vida realizou e continua realizando grandes mudanças. O amor concretamente se instalou em nossa casa quando nos deparamos com nosso filho autista”.


No discurso do Vereador Avelino Cruz, ele disse:

“Estou aqui hoje nesta casa, como vereador, mas estou falando como pai de um Autista, alguém que tem experiências concretas no assunto. Muito embora esta Audiência seja Pública, ou seja, aberta à comunidade em geral, contudo, damos um tom todo especial para aqueles que convivem com autistas.


Falta dinheiro, falta condições, profissionais na área [de tratamento e atenção aos autistas] além da precariedade ao acesso às medicações que auxiliam no tratamento.

Eu como pai de um filho autista, sou testemunha que existe uma carência no setor público para lidar com as demandas e realidades próprias do autista. Passamos por isso nas transições da escola particular, municipal e atualmente estadual, nestas nos deparamos com o limite dos profissionais em lidar com o transtorno em questão”.

Emocionado, o Vereador Avelino Cruz, falou do drama de sua família. Não em relação a ter um filho autista, mas de se deparar com uma sociedade despreparada e sem recursos para auxiliar pais e pessoas já diagnosticadas com Transtorno do Espectro Autista (TEA).

E continuou dizendo:

“Eu vejo esta audiência como uma grande oportunidade de falar das nossas dificuldades e compartilhar as nossas conquistas. O diálogo da sociedade civil com o meio político é um caminho necessário para encontrar soluções que se adéquem às necessidades comuns dos autistas nos setores públicos.


Estou consciente que o Poder Público não possui as devidas condições de mudar abruptamente todo o sistema para se adequar a essas diversas demandas. Como Vereador desta Casa e com a providência de ser pai de um autista, posso afirmar a vocês pais, familiares e profissionais presentes, que não estão desamparados. Nós estamos aqui para mudar a história e conquistar a esperança, não politicamente dizendo, mas concretamente com pequenos passos. Contudo, sem perder o foco da nossa meta maior que é transformar os meios para o bem-estar, não apenas dos autistas, como também em todos os setores da nossa sociedade”.


Dr. André L. Brandão Toledo (Psiquiatra da Infância e Adolescência)

Entre os convidados presentes nesta audiência, o Dr. André L. Brandão Toledo (Psiquiatra da Infância e Adolescência – FSFX) falou do tema com propriedade, sob o ponto de vista clínico, diante de uma experiência de quase 15 anos estudando o Transtorno do Espectro Autista. Ele afirmou que “apesar da experiência em lidar com esse transtorno, continuo percebendo que estamos diante de um grande desafio, justamente por se tratar de um transtorno que revela diversos aspectos e diagnósticos”. A própria palavra “Espectro” pode ser traduzida como um transtorno com diversas representações, amplitudes e intensidades.


Um ponto alto dessa Audiência foram as diversas perguntas feitas pelo público presente no local. Perguntas essas que apontam as reais dificuldades encontradas pelos pais, professores e monitores nas diversas escolas, como também dos profissionais nos setores da saúde (médicos(as), psicólogos(as), psiquiatras, fisioterapeutas, fonoaudiólogos), dentre outros. De certa forma, esses profissionais, podem ser os grandes aliados dos pais para integrarem seus filhos de forma mais eficaz e solidária, como bem destacou em sua fala, a Neuropsicóloga Dra. Paula Lucas - “que este desafio é uma tarefa de muitas mãos”.


Enxergar a vulnerabilidade do setor público diante deste drama, como citou o Vereador Avelino Cruz, é um dos passos mais importante das etapas que precedem as metas e soluções, pois sem detectar ou diagnosticar os reais problemas, fica difícil traçar soluções. E este é um passo importante que não pode ser ocultado.

Entre estes pontos vulneráveis está a questão jurídica, presente na pauta da advogada Dra. Renata Ferraz Oliveira, que revelou um despreparo dos genitores em não conhecer seus direitos. Daí a importância dessa Audiência que tratou do tripé deste cenário: Pais, Profissionais e Poder Público.


Veja Também: Entrevista


Dr. André L. Brandão Toledo (Psiquiatra da Infância e Adolescência)

Entrevista com os convidados para a Audiência Pública que aconteceu na última quinta-feira (16/05) no Plenário da Câmara Municipal de Ipatinga,

Entrevistados:

  1. Érika Dias Souza Lopes (Secretária Adjunta da Saúde)

  2. Dr. André L. Brandão Toledo (Psiquiatra da Infância e Adolescência – FSFX)

  3. Dra. Renata Ferraz Oliveira (Advogada)

  4. Dra. Paula Lucas (Neuropsicóloga)


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