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Doe Esperança, Doe Vida

Atualizado: 12 de Ago de 2019

Campanha de Doação de Medula Óssea


Campanha de Doação de Medula Óssea

Ipatinga recebe sexta-feira (09/08), a 2ª Campanha de Doação de Medula Óssea organizada pela Associação de Amparo a Pacientes com Câncer (Asapac), cujo o tema é “Doe Esperança, Doe Vida”.

A iniciativa conta com a parceria da Faculdade de Medicina de Ipatinga e do Hemominas de Governador Valadares. O objetivo dessa ação é ampliar o banco de dados de possíveis doadores e reduzir o tempo de espera daqueles que necessitam de um transplante de medula.


Vamos entender a importância desta campanha.

A doação de medula óssea é importante para o tratamento de pacientes com doenças que comprometem a produção normal de células sanguíneas, como a leucemia, além de portadores de aplasia de medula óssea e síndromes de imunodeficiência congênita.


O que é medula óssea?

A medula óssea, encontrada no interior dos ossos, contém as células-tronco hematopoéticas que produzem os componentes do sangue, incluindo as hemácias ou glóbulos vermelhos, os leucócitos ou glóbulos brancos que são parte do sistema de defesa do nosso organismo, e as plaquetas, responsáveis pela coagulação.


Quem necessita de transplante de medula óssea?

Pacientes com doenças que comprometem a produção normal de células sanguíneas, como a leucemia; além de portadores de aplasia de medula óssea e síndromes de imunodeficiência congênita.

No caso específico da leucemia é importante lembrar que a indicação de transplante irá depender do tipo de leucemia e da resposta inicial ao tratamento com quimioterapia e, em muitas situações, a doença pode ser curada com tratamento convencional, através da quimioterapia e/ou radioterapia.


Quem pode doar medula óssea?

- Ter entre 18 e 55 anos de idade.

- Estar em bom estado geral de saúde. Não ter doença infecciosa ou incapacitante como infecção pelo HIV ou hepatite.

- Não apresentar doença neoplásica (câncer), hematológica (do sangue) ou do sistema imunológico. Algumas complicações de saúde não são impeditivas para doação, sendo analisado caso a caso.


Desafio

O maior desafio para quem lutam contra a leucemia e necessita de um transplante da medula óssea é encontrar um doador compatível. Daí a importância de novas campanhas que estimulem possíveis doadores.


Hayden Hatfield Ryals (Alabama), a pequena Skye

Uma história interessante aconteceu em 2018, uma menina de 3 anos se tornou a dama de honra do casamento da sua doadora de medula óssea. A pequena Skye Savren-McCormick (Califórnia) tinha apenas 10% de chances de sobreviver a um câncer (chamada Leucemia Mielomonocítica Crônica), precocemente desenvolvido durante a sua primeira infância.


Skye Savren-McCormick (Califórnia)

Graças a um transplante de medula óssea gentilmente doado por Hayden Hatfield Ryals (Alabama), a pequena Skye conseguiu sobreviver. O grande encontro entre Skye e Hayden se deu justamente no dia do casamento, onde a entrada da daminha de honra arrancou lágrimas de todos presentes na cerimônia. Felizmente, uma combinação perfeita foi encontrada. Mas, nem sempre é assim.

Uma pesquisa mostra que em Minas Gerais, esses registros reduziram em 12% de 2015 para 2016. “O percentual no Brasil de doadores indisponíveis está em torno de 20%”, revela Alexandre Almada, gerente de relacionamento do Redome, (órgão responsável pela manutenção das informações de todos os doadores voluntários de medula óssea cadastrados no Brasil e pela identificação de possíveis doadores para pacientes brasileiros. Esta atividade está sob coordenação do INCA).

A queda de novos registros agrava o cenário já marcado pela dificuldade em localizar doadores compatíveis para quem aguarda pelo transplante. Hoje, as chances são de 1 em cada 100 mil pessoas, conforme o Redome.

“A situação no país ainda é muito razoável se comparada com outros, que já alcançaram os 60% de indisponibilidades. Há mais de 4 milhões de doadores no Redome, que é o terceiro maior registro do mundo, e cerca de 28 milhões no planeta.


Agravantes

O doador ideal, como um irmão compatível, só está disponível em 25% das famílias brasileiras. Ou seja, 75% dos pacientes precisam buscar doadores voluntários, bancos públicos de sangue de cordão umbilical ou familiares parcialmente compatíveis.

O médico coordenador do Serviço de Oncologia do Hospital das Clínicas da UFMG, André Murad, explica que a queda de doadores está diretamente ligada à falta de campanhas de conscientização.

Ele explica que, há dez anos, os números começaram a crescer no país, mas, hoje o esforço de divulgação é proporcionalmente menor.

“O tempo de espera pelo doador pode aumentar muito. Isso também é um problema porque as famílias cada vez têm menos filhos. Logo, se você não tem irmãos, é muito mais difícil encontrar um doador compatível. Antigamente, com famílias de 6 ou 7 irmãos, era muito mais fácil resolver essa questão”, observa André Murad.



Outro caso notável aconteceu em 2017 aqui no Brasil. O Hospital Nossa Senhora das Graças, em Curitiba, gravou um vídeo onde alguns pacientes aparecem cantando o refrão da música Stronger, da cantora norte-americana Kelly Clarkson, para estimular a doação de medula óssea. O refrão diz: “What doesn’t kill you make you stronger” (“O que não te mata, te faz mais forte”, em tradução livre).


Quando participaram do vídeo, Kaunny, Gabrielly, Ana Júlia, Angelita, Daniel, Matheus e Noah ainda esperavam a doação de medula. O vídeo foi inspirado em um projeto realizado com pacientes do Seattle Children’s Hospital, nos Estados Unidos. A mensagem surtiu o efeito esperado e hoje todos estão curados.


Recentemente, eles voltaram ao hospital para regravar o vídeo. Desta vez, para mostrar como a doação de sangue e medula óssea pode fazer a diferença no tratamento de quem está lutando contra a leucemia. Uma das pacientes, Kauanny Flavinha, hoje com 16 anos, espera que o novo vídeo possa dar esperança para as pessoas que ainda estão passando por esse momento difícil. “Quero mostrar que a cura é possível e que a vida pode voltar ao normal com muita alegria.


Em janeiro deste ano (2019) em Santa Catarina, acompanhamos o caso do pequeno Henrique, de 3 anos, que enfrenta com esperança e força o desafio das quimioterapias e transfusões de sangue pelas quais o menino está tendo que passar, enquanto aguarda um doador de medula que tenha mais de 90% de compatibilidade com a dele.

Henrique é um dos milhares de brasileiros que esperam a generosidade de voluntários dispostos a lhes doar uma chance inestimável de vida e recuperação.


Recentemente publicado no site da Aletea (06/08), uma pesquisa inovadora descobre como colocar células cancerígenas para “dormir”.


A pesquisa liderada por uma equipe de 53 cientistas australianos – do Instituto de Pesquisa Médica Walter e Eliza Hall, da Universidade Monash, da Cancer Therapeutics CRC, da Universidade de Melbourne, do Peter MacCallum Cancer Center e CSIRO – desenvolveu um novo medicamento anti-câncer que pode prevenir a reincidência em pacientes com câncer. Eles explicam que a pesquisa foi focada em duas proteínas que normalmente estão associadas ao desenvolvimento de diferentes tipos de câncer: KAT6A e KAT6B.


Portanto, doar medula é muito mais fácil do que muita gente imagina!

Outras informações você poderá encontrará na REDOME – Registro Brasileiro de Doadores de Medula Óssea através dos sites: www.redome.inca.gov.br e www.inca.gov.br.


Outras matérias:

Aprovado projeto de lei que institui a Semana Municipal de Prevenção ao Câncer Infantil

Dificuldade em encontrar doador aumenta espera por transplante de medula óssea

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